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LITURGIA - Liturgia dominical

MISSA DO XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

09/08/2015

Eu sou o Pão que desceu do céu


LEITURAS

1ª leitura: 1Rs 19,4-8 = Com a força daquele alimento, caminhou até o monte.
Salmo Responsorial: Sl 33 = Provai e vede quão suave é o Senhor. CLIQUE AQUI
2ª leitura: Ef 4,30—5,2 = Vivei no amor, a exemplo de Cristo.
Evangelho: Jo 6,41-51 = Eu sou o pão que desceu do céu  CLIQUE AQUI

 


 

COR LITURGICA VERDE



         As leituras apresentam um quadro psicológico bem próximo da realidade social de nossos dias. Convivemos com pessoas desanimadas, incapazes de prosseguir o caminho, entregando os pontos e perdendo de vista o objetivo da própria vida (1ª leitura), por não alimentarem seus corações com um pão vivo. As leituras acenam ainda para os infelizes, aqueles que vivem profundamente mergulhados na angústia (salmo responsorial) e aqueles que vivem amargurados, irritados, enraivecidos, e tratam os outros com gritarias e injúrias (2ª leitura). Reflexo evidente de uma vida marcada pelo sofrimento interior. Um quadro que, infelizmente, invade nossas famílias, escolas, locais de trabalho, alimentando corações com um “pão de infelicidade”.

         Com tais características, facilmente avaliamos que convivemos com pessoas que perderam a paz interior e, por isso, são incapazes de conviver consigo mesmas e com os outros. São pessoas cansadas que, a exemplo do Profeta, jogam-se por terra e desejam a morte (1ª leitura), porque viver tornou-se um sofrimento. Este quadro é, perigosamente, alimentado com um pão que podemos denominar de “pão da reclamação”. Quanto mais nossos corações se alimentam de reclamações, mais a insatisfação toma conta da gente, menos paz interior e menos alegria para viver. Num contexto extra-teológico joanino, é importante acolher o conselho de Jesus: “não murmureis entre vós” (Evangelho).

         Bem diferente é o resultado de quem se alimenta com “Pão da Vida”, oferecido por Jesus, através de sua Palavra e, mais concretamente, pela doação de sua própria carne (Evangelho), de sua própria Vida; Vida capaz de alimentar um novo modo de viver no mundo. Diferentemente daquele pão que provoca angústia, o “Pão da Vida” promove a bondade, a compaixão, o perdão e, nos torna imitadores de Deus, incapazes de contristar o Espírito Santo que habita em nós (2ª leitura). Acontece aquilo que Jesus evoca no Evangelho, quando lembra aos judeus que todos serão “discípulos de Deus” (Evangelho), todos viverão e se alimentarão com o Espírito Santo de Deus. Assim é o “Pão Vivo”, o “Pão da Vida”, o “Pão para a vida”. Um alimento que pacifica os corações e atrai homens e mulheres para que se alimentem deste pão que é dado por Deus e vivam deixando-se inspirar pelo Espírito Santo.

         Existe, contudo, uma condição para se alimentar deste pão: crer; ter fé. No Evangelho, Jesus sublinha a iniciativa do Pai no processo da fé, quando diz: “ninguém pode vir a mim, se o Pai que o enviou não o atrai” (Evangelho). O mesmo verbo “atrair” encontra-se em outra passagem do Evangelho de João, quando Jesus promete que, na Cruz, atrairá todos a ele (Jo 12,32). A Cruz é o local onde Jesus doa concretamente sua vida, num gesto extremo de amor e misericórdia. A pedagogia da fé, portanto, tem a iniciativa do Pai e alcança seu ápice na adesão a Cristo, alimentando-se da “carne de Cristo”, pois quem nele crer e se alimentar deste pão terá a vida eterna (Evangelho). A quem crer, para concluir, vale a declaração da felicidade que canta o salmista: “feliz o homem que tem nele o seu refúgio” (salmo responsorial).

 

 

CANTANDO A LITURGIA

O primeiro tom desta celebração é de ação de graças, porque Jesus se faz alimento para o povo, na Eucaristia. O segundo tom é de súplica, intercedendo a graça para se sentir atraído pelo amor misericordioso do Pai, que quer alimentar com um alimento que não nos deixa caídos à beira de nossos caminhos existenciais.

 

Entrada: os ritos iniciais destacam o convite e a atração divina a Cristo, para que ele nos alimente com o Pão Vivo. Em tal contexto, as canções (1 e 2) têm nossa preferência por cantar a presença da Igreja ao redor do altar, mostrando-se necessitada de um alimento que restabeleça a força existencial de cada celebrante.A terceira opção é canto vocacional pelo tema que se celebra neste mês

 “Senhor, o Deus dos pobres”  
 “Ó Senhor nos estamos aqui”
“Eis me aqui Senhor

 Aclamação ao Evangelho:  Aleluia a antífona do dia

 

Ofertas: No rito das ofertas a sugestão é cantar a alegria de ofertar o pão que contém as vidas de todos os celebrantes. Continuamos ainda com o tema do pão que permeou os dois últimos domingos, assim a mesma linha de cânticos podem ser utilizados

 “Daqui do meu lugar”  
“Muitos grãos de trigo, se tornaram pão....
Com o pão e com o vinho, nossa oferta apresentamos...

 

 Comunhão: nada mais sugestivo que acompanhar os celebrantes dirigindo-se para a Mesa do Altar, cantando a Eucaristia como Pão Vivo, realidade concreta daquilo que foi ouvido e anunciado por Jesus no Evangelho.  

 “Eu sou o pão  que vem do céu, quem crer em mim irá viver”  
 “Na comunhão, Jesus se dá no pão”  
“Todo aquele que comer do meu corpo que é doado...


Envio:  Canto Mariano, ou vocacional ., exemplo ( Se ouvires a voz do vento...)




MISSA DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

02/08/15

O Pão de Deus é o pão da vida, que do céu veio até nós

 

LEITURAS

1ª leitura: Ex 16,2-4.12-15 = Eu farei chover para vós o pão do céu
Salmo Responsorial: Sl 77 = O Senhor deu a comer o pão do céu CLIQUE AQUI
2ª leitura: Ef 4,17.20-24 = Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus
Evangelho: Jo 6,24-35 = Quem vem a mim não terá mais fome CLIQUE AQUI

 

COR LITURGICA VERDE

 

         Nosso primeiro olhar vislumbra um povo desorientado, perdido, por não ter encontrado Jesus e seus discípulos: “Rabi, como chegastes aqui?”, perguntaram a Jesus (Evangelho). Perderam o Rabi (Mestre) e foram a sua procura, por água e por terra, com uma única interrogação no coração: “onde estavas, Senhor?” As leituras descrevem também um povo que buscava o sentido da vida no pão material, que passa seus dias em reclamações, porque só o “pão material” — a busca de bens materiais — é incapaz de satisfazer a existência humana. Como parte da insatisfação, a comparação do hoje com o passado: mesmo que tenha sido um passado escravizador, amarra-se o hoje em nostalgias de “panelas de carne”  do Egito (1ª leitura). É o perfil de um povo em busca de rumo para viver.

         É também um povo que, envolvido em reclamações, desafia Deus, a ponto de julgar que Deus o levou ao deserto para matá-lo (1ª leitura). É também um povo sem memória, incapaz de ler os sinais divinos da libertação (1ª leitura) e, mesmo vendo a multiplicação dos pães (17DTCB), desafia Jesus querendo saber que sinais ele realiza para nele poder crer (Evangelho). É o retrato de um povo preso ao pão material, preso ao que dá segurança imediata, como é próprio daquilo que oferece os bens materiais.

         Mesmo desafiado, Deus não abandona seu povo. Ao contrário, abre seus olhos para que compreendam a distribuição dos pães para além do alimento corporal. Uma indicação dessa pedagogia divina vem do salmista, pedindo que o povo não se esqueça de que Deus o alimentou com o “pão do céu”, na travessia do deserto; um fato de tamanha importância jamais deve ser esquecido, ao contrário, precisa ser perpetuado de geração em geração (salmo responsorial). Outra indicação, a mais importante, vem de Jesus: percebendo que o povo o buscava por causa do pão que havia multiplicado, reorienta a busca do povo: “esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna” (Evangelho). Ou seja, não vivam somente buscando coisas materiais, mas algo mais profundo, que dê sentido à vida e dura para sempre. No contexto desta celebração, Paulo coloca na reorientação de Jesus um elemento concreto para a vida pessoal, convidando a abandonar a mentalidade do mundo e do homem velho, para revestir-se de Cristo e ser pessoa nova (2ª leitura).

         A reorientação de Jesus, de buscá-lo não pelo pão material e nem por causa dos sinais (que na linguagem joanina significa milagres), tem o objetivo de realizar a pessoa existencialmente. É a proposta do cristianismo como um modo de viver, que realiza plenamente o homem e a mulher. Com o olhar na 1ª leitura, pode-se dizer que a vida em Cristo liberta a pessoa daquelas reclamações próprias de quem vive descontente consigo mesmo, com os outros e até mesmo com Deus; que a vida em Cristo faz viver como homens e mulheres novos, iluminados pelo Espírito divino, na santidade e na justiça (2ª leitura).

 



CANTANDO A LITURGIA

Cantar esta celebração é dar graças ao Pai porque Jesus orienta seu povo a não buscar os bens materiais, mas se alimentar com aquele único bem que dá sentido à vida, que é o próprio Cristo. Agradecer ao Pai porque o Senhor se faz alimento de vida e alimento para a vida eterna.

 

Entrada: A liturgia de hoje repete o tema do domingo anterior que é o do pão e partilha, assim, vamos propor como abertura o Deus dos pobres que compartilha o pão a todos convidando a todos para fazer parte deste banquete.

“Senhor, o Deus dos pobres” 
 “Ó Senhor nos estamos aqui” 
“Todos os convidados,. Venham ao banquete do Senhor...

 

Aclamação ao evangelho – Aleluia e antífona do dia

 

Ofertas: depois de ouvir, na Liturgia da Palavra, o incentivo de Jesus para buscá-lo como “Pão descido do céu”, os celebrantes se aproximam do altar para oferecer suas vidas ao Pai. Vidas que são santificadas pela Palavra e pela Eucaristia. As canções que sugerimos cantam, no simbolismo do pão, o significado da vida nova, do homem e da mulheres novos e renovados pelo Espírito de Deus.

 “Ofertas singelas pão e vinho sobre a mesa colocamos.....
 “Daqui do meu lugar ...
“Sabes Senhor, o que temos é tão pouco pra dar....

 

 

Comunhão: os celebrantes se aproximam da Mesa Eucarística cantando a fé de que a Eucaristia é o “Pão vivo descido do céu”. Por este motivo todas as propostas de canções, destacam a presença viva do Senhor alimentando seu povo.

 “O Pão de Deus é o pão da vida, que do céu veio até nós.....
“ Eu sou o pão, que vem do céu, quem crer em mim irá viver.;..
“Na mesa sagrada, se faz unidade.....
   

 

Envio:  Canto Mariano


MISSA DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

26/07/2015

Jesus tomou o pão, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados

 

LEITURAS

1ª leitura: 2Rs 4,42-44 = Comerão, e ainda sobrará
Salmo Responsorial: Sl 144 = Saciai os vossos filhos, ó Senhor  CLIQUE AQUI
2ª leitura:
Ef 4,1-6 = Há um só corpo, um só Senhor, uma só fé, um só batismo
Evangelho: Jo 6,1-15 = Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam  CLIQUE AQUI

 

COR LITURGICA VERDE

Não há dúvida que o destaque da fome e o simbolismo do pão saltam à vista na Palavra deste Domingo. A 1ª leitura, o salmo responsorial e o Evangelho destacam os temas da fome e do pão e, como dito no quadro do “primeiro olhar”, um tema que alarga a compreensão de que a atividade pastoral-evangelizadora, como refletido nos Domingos anteriores, não contempla somente pregações e mensagens, mas também a atitude prática e concreta para socorrer quem sofre fome ao nosso lado. Além disto, este Domingo tem também a particularidade de trocar, por um tempo, o Evangelho de Marcos pelo Evangelho de João, seu capítulo 6, mais especificamente, dedicado ao pão da vida, ao pão que dá vida ao mundo; pão que se torna símbolo da vocação cristã.

         Paulo explica que a vida cristã é uma vocação divina (um chamado) que se caracteriza em viver unido a Cristo (2ª leitura). Dentre muitos meios, um deles é pela vivência religiosa, caracterizada por atitudes concretas, como o acolhimento fraterno, a esperança, a fé confiante em Deus e o fortalecimento da unidade “que é o vínculo da paz” (2ª leitura). Outro modo de cultivar a vocação cristã pela vivência religiosa é através da partilha do pão.

         Considerar a vivência religiosa a partir do pão é perceber em Eliseu e Jesus atitudes próprias de quem tem o coração divino pulsando dentro de si (1ª leitura e Evangelho). O salmista proclama que Deus se comove diante da fome do povo e, por isso, o alimenta no tempo devido com fartura e prodigalidade (salmo responsorial). É religioso, portanto, alimentar o povo com o pão, porque repartir o pão com quem tem fome é divino, como fizeram Eliseu e Jesus. Eliseu, denominado “homem de Deus” e, Jesus, o “Profeta que deve vir ao mundo”, eram pessoas que tinham os olhos voltados para a fome do povo (1ª leitura e Evangelho). Partilhar o pão, promover a partilha de alimentos e dar de comer a quem tem fome é religioso. Mas, não é religioso explorar a fome do povo em proveito próprio ou de alguma causa escondida nos véus do sagrado. 

         Considerar a vivência religiosa a partir do pão é reconhecer que nem tudo “que o povo gosta” sintoniza-se com a realização do projeto do Reino. O exemplo está em Jesus: ao perceber que a vontade do povo era fazê-lo rei, toma a decisão de retirar-se para se manter fiel à sua vocação e missão (Evangelho). A atitude de Jesus ensina que é religioso ser pastor e convidar o povo a descansar na relva farta (Evangelho) — como o Bom Pastor conduz o rebanho a locais de relva farta (Sl 22; Jo 10) — para ali alimentá-lo com a Palavra (16DTCB) e com o pão (Evangelho). Mas não é religioso revestir-se com mantos da religião, aproveitar-se da boa fé do povo para se fazer “rei” e, a custa disso, promover uma religião espetacular e miraculosa.

         Na base de toda atitude religiosa, portanto, está a vocação cristã, o chamado divino (e não o sucesso popular) para caminhar nos caminhos do Evangelho (2ª leitura) com o olhar voltado para a fome de vida do povo (1ª leitura e Evangelho).

 

CANTANDO A LITURGIA

Cantar esta celebração é cantar a partilha do pão, símbolo da partilha da vida, ícone de quem tem o coração igual ao coração divino, capaz de condoer-se com a fome do povo. Cantar esta celebração é também proclamar a autenticidade religiosa que promove fraternidade, justiça e paz através da multiplicação do pão e da vida.

 

Entrada:  A nossa proposta é para canção que cantem o reconhecimento da compaixão de Deus para com seu povo e o ensinamento de repartir o pão através da eucaristia

“Senhor, o Deus dos pobres”
 “Ó Senhor nos estamos aqui”
“Todos os convidados,. Venham ao banquete do Senhor...

 

 Aclamação ao Evangelho:  aleluia e antífona do dia

 

Ofertas: aquele menino que oferece os cinco pães para Jesus inspira a cantar o rito da apresentação das oferendas com uma canção que descreva a simplicidade,oferecendo o pouco que tem  

 “Ofertas singelas pão e vinho sobre a mesa colocamos.....
 “Daqui do meu lugar ...
“Sabes Senhor, o que temos é tão pouco pra dar....

 

 

Comunhão: existe um compromisso evidente em quem caminha para a Mesa Eucarística: o compromisso de assumir a mesma postura divina de se interessar pela fome do povo,  recordando os milhões de irmãos famintos no mundo.  

“Na mesa sagrada, se faz unidade,;....
“Tanta gente vai andando a procura de uma luz....
“Um cálice foi levantado, o pão entre nós partilhado
“O Pão da vida a comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos....

 

 

Envio:  Canto Mariano

 
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Matriz: de segunda a sexta no escritório paroquial .
Comunidades: antes ou após missa/celebração.

 
 
 
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