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LITURGIA - Liturgia dominical

MISSA DO XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

30/08/15

 

O que torna o homem impuro,é o que sai de seu interior

 

 

Leituras

 

1ª leitura: Dt 4,1-2.6-8 = Nada acrescenteis à Palavra que vos digo

Salmo Responsorial: Sl 14 = Senhor, quem morará em vossa casa? CLIQUE AQUI

2ª leitura: Tg 1,17-18.21b-22.27 = Sede praticantes da Palavra

Evangelho: Mc 7,1-8.14-15.21-23 = Vós abandonais o mandamento de Deus CLIQUE AQUI

 

 

 

 

cor litúrgica- Branco

 

         Não tem como fugir do tema deste Domingo, deixando-se guiar por uma pergunta: em que consiste a prática religiosa? Não é a primeira vez, neste ano, que tratamos deste tema, sob aspectos diferentes. O enfoque deste Domingo, contudo, é muito específico e está contextualizado num panorama social que desconhece ou tem uma idéia deformada de religião. O conceito de mentalidade religiosa de nossos dias assemelha-se ao dos fariseus que criticavam a prática religiosa dos discípulos de Jesus (Evangelho). Aquele dos fariseus era um conceito fundamentado na obrigatoriedade de leis morais e, por isso, recheado de proibições, cerceando a vida pessoal e impedindo a pessoa de ser livre. Grande parte de nossos contemporâneos ainda compreende a religião como um catálogo de proibições mantidos por formalismos, rituais e ameaças de castigos. Em suma: ser religioso é estar proibido de fazer muitas coisas. É a mentalidade antiquada dos fariseus!

         Outro modo é o conceito bíblico de religião, presente no Lecionário deste Domingo. O ponto de partida está no acolhimento da Palavra de Deus como base da prática religiosa. A condição para se entrar no contexto do religioso, ensina Moisés, está em acolher a Palavra, pois esta tem a força de transformar o interior da pessoa e modelar um estilo de vida marcado pela sabedoria, pela inteligência, pela felicidade e pela justiça (1ª leitura). Quem acolhe a Palavra de Deus torna-se mais próximo, mais solidário e mais atento às necessidades do outro. O salmista canta que quem acolhe a Palavra é incapaz de prejudicar o outro e vive purificado, ou seja, digno de conviver com Deus em sua casa (salmo responsorial). A Carta de Tiago dá concretude a isso quando diz que a religião pura e sem mancha é vivenciada no amor e pela caridade ativa (2ª leitura). O conceito bíblico de religião, portanto, tem na Palavra de Deus a luz que orienta a pessoa a viver no estilo de vida proposto por Deus: no amor e pela caridade ativa.

         Um terceiro conceito de religião está no encontro de Jesus com os fariseus, um encontro de reformadores da religião. Os fariseus faziam parte de um movimento de reforma religiosa e espiritual, centrada na observância rigorosa da Lei e de ritualidades, como relatam as práticas rituais religiosas, no início do Evangelho. Jesus também propõe uma reforma religiosa, mas centrada no amor e na mudança do coração (Evangelho). Para os judeus, o “sede santos como o vosso Pai é santo” (Lv 11,44) se traduzia em observar práticas rituais para evitar qualquer forma de contaminação. Jesus não aceita este critério de prática religiosa e ensina que a pureza interior consiste em fazer a vontade do Pai, não trocando os mandamentos divinos por preceitos humanos (Evangelho). A reforma religiosa de Jesus diz que transformar a religião em prática exterior é hipocrisia, formalismo, exterioridade; é ter o coração longe de Deus (Evangelho). A reforma religiosa de Jesus contempla o interior da pessoa como reflexo do coração, pois é do coração que nasce aquilo que a pessoa é e o jeito que a vive (Evangelho).

 

Cantando a Liturgia

 

Considerando que uma das principais práticas religiosas é a adoração a Deus, e sabendo que uma manifestação adorante é a canção, cantar esta celebração é cantar o reconhecimento que só Deus é o Senhor, só a ele prestamos culto e por causa dele somos um povo que vive na fraternidade.

 

Entrada: quem poderá entrar no santuário do Senhor? – pergunta o salmista, no salmo responsorial. Esta poderá ser uma primeira inspiração para o canto de abertura  Mãos limpas, coração puro, é a identidade do  cristão.

 

  “Senhor, quem entrará” 

  “Quem tem a graça” 

  “Tu anseias eu bem sei, a salvação” 

 

 

Aclamação ao Evangelho: Aleluia e antífona do dia

 

Ofertas: a procissão das oferendas demonstra o agradecimento a Deus pelos frutos colhidos na vida e, pela prática da religião pura e sem mancha. A canção (1) expressa bem essa dimensão, na mesa preparada diante de Deus e da qual ele se servirá para alimentar o povo com sua vida. Outra canção, muito apropriada para esta celebração é a canção (2), cantando que o sentido da vida está em ofertar ao Pai os frutos da religião vivida de modo autêntico.

 

  “A mesa santa que preparamos” 

  “Minha vida tem sentido” 

  “Cada vez que eu venho” 

 

Comunhão: No rito de comunhão, podemos proclamar a alegria de viver a religião pura e sem mancha., elevar a Deus o coração, e proclamar que não existe outro Deus senão o Senhor

 

 “Cantar a beleza da vida” 

  “A Ti, meu Deus, elevo meu coração” 

  “Tu és minha vida, outro Deus não há” 

 

Envio:  Canto Mariano


MISSA DO 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM

23/08/15

 

Senhor, tu tens palavras de vida eterna

 

 

Leituras

 

 1ª leitura: Js 24,1-2a.15-17.18b = Serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus

Salmo Responsorial: Sl 33 = Provai e vede quão suave é o Senhor! CLIQUE AQUI

2ª leitura: Ef 5,21-32 = Este mistério é grande, em relação a Cristo e à Igreja

Evangelho: Jo 6,60-69 = A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna CLIQUE AQUI

 

 

 

cor litúrgica- Verde

 

O contexto da incredulidade está presente na 1ª leitura e no Evangelho. Como já tivemos oportunidade de refletir em outras preparações celebrativas, a incredulidade é um terreno que fecha as portas para a ação divina, favorecendo escolhas equivocadas, como prestar cultos a deuses estranhos e deixando de caminhar nos caminhos do Senhor (1ª leitura). A incredulidade, da mesma forma, está presente na comunidade dos discípulos de Jesus, refletida na pergunta que circulava entre eles: “quem pode crer nisso?” (Evangelho). É uma pergunta que, além de refletir a incredulidade nas palavras de Jesus, ao propor-se como alimento e bebida, demonstra a dificuldade (ou impossibilidade) de aceitar a identidade de Jesus. A pregação de Jesus tornou-se uma palavra dura para ser ouvida e aceitada pelos discípulos e, por isso, “muitos voltaram atrás” (Evangelho).

         Mas, a pregação de Jesus não tem a finalidade de provocar controvérsia ou diminuir a fé dos discípulos, como se poderia supor em análise rápida. Jesus não está testando a fé dos discípulos, mas provocando neles a reflexão e focando a dinâmica da fé. A fé não é um conceito racional, mas uma ação que introduz o crente na dinâmica do projeto divino e, por isso, só conhece Jesus quem se deixa atrair pelo Pai (Evangelho), quem assume, a exemplo do próprio Jesus, o projeto de Deus. Este sim é capaz de crescer na fé, alguém pronto a aceitar a identidade de Jesus como alimento divino para a vida do mundo (Evangelho). Uma segunda finalidade do discurso de Jesus é reforçar o itinerário positivo da fé na vida dos discípulos. Em vez de se escandalizar pela palavra de Jesus, o verdadeiro discípulo acolhe a Palavra, pois sua Palavra “é espírito e vida” (Evangelho) e, quem dela se alimentar, alimenta-se do Espírito de Deus, permite ao Espírito divino falar dentro dele e formar, no discípulo, um coração divinizado.

         O último elemento que chama atenção, no Lecionário deste Domingo, são respostas de fidelidade, presentes nas leituras. A primeira é a resposta do povo, que aceita a proposta de Josué e se dispõe a viver de acordo com os mandamentos, quer dizer, conformando a vida ao projeto divino, na fidelidade ao Senhor (1ª leitura). É uma resposta que reconhece e recorda a bondade divina, enumerada pelo salmista com diversos atributos (salmo responsorial). Outra resposta, no mesmo tom da fidelidade, é dada por Pedro, em nome da comunidade dos discípulos fiéis a Jesus, o novo Povo de Deus. Pedro confirma que ele e os demais apóstolos continuarão no caminho da fé, aceitando Jesus como Mestre e Senhor. Ele é o Mestre que “tem palavras de vida eterna”, ele é o Senhor, o “o Santo de Deus” (Evangelho), aquele no qual habita o Espírito de Deus, aquele que alimenta com o pão vivo. Pedro e os apóstolos foram atraídos por Deus e, por isso, capazes de aceitar a identidade de Jesus como alimento divino. A terceira resposta é dada por Paulo aos casais cristãos que — contrariamente ao que possa parecer, por causa do termo “submissão” —Paulo incentiva marido e mulher a viver envolvidos no amor divino, alimentando suas vidas no amor e no respeito mútuo (2ª leitura).

 

Cantando a Liturgia

 

Cantar esta celebração é exultar de alegria porque Jesus se faz alimento vivo e sua Palavra é Espírito e vida, na vida de cada celebrante. Cantar esta celebração é cantar, de modo renovado, nossa fé na Eucaristia, é crer que o pão oferecido por Jesus para nos alimentar com a vida divina.

 

Entrada: dado o contexto de profissão de fé, presente na celebração, a primeira sugestão é acompanhar a procissão de entrada, proclamando a fé de cada celebrante, como . Neste mês vocacional, um canto com este contexto também pode abrir a celebração.

 

  “Deus é Pai, Deus é amor” ....

  “O Senhor me chamou e eu respondi eis-me aqui” 

  “Nossos corações em festa, se revestem de louvor ..

 

 

 

Aclamação ao Evangelho: Aleluia e antífona, ou  Aleluia como o Pai me amou assim também eu vos amei

 

 

Ofertas: cantar este rito das oferendas é cantar a fidelidade a Deus e ao projeto divino, é aceitar caminhar nos caminhos de Deus e acolher Jesus como alimento da vida pessoal. No contexto do mês vocacional, é também a manifestação do serviço de tantos ministérios exercidos pela Igreja, para o bem do povo.

 

 “Meu coração é para ti, Senhor” 

 “Muitos grãos de trigo, se tornaram pão....

 “As coisas, que o mundo oferecia....

 

Comunhão: Dentre todos os gestos de profissão de fé e demonstração de fidelidade a Deus, particularmente a Jesus, o aproximar-se da Mesa Eucarística é o mais expressivo. De fato, comungar é assumir uma atitude oposta aos discípulos que abandonaram Jesus por não aceitá-lo como Pão Vivo. As canções que propomos, portanto, procuram cantar a fé e a aceitação de Jesus como Pão vivo.

 

 “Todo aquele que comer.....”

 “Na comunhão, Jesus se dá no pão”   

 “A ti, meu Deus” 

 

 

Envio: Canto mariano.,  ou vocacional: Senhor eu quero te agradecer....


SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

16/08/15

 Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre

 

Leituras

1ª leitura: Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab = Uma mulher vestida de sol, com a lua aos pés
Salmo Responsorial: Sl 44 = À vossa direita se encontra a rainha CLIQUE AQUI

2ª leitura: 1Cor 15,20-27 = Cristo é primícia da salvação
Evangelho: Lc 1,39-56 = O Todo-poderoso fez grandes coisas; Santo é seu nome CLIQUE AQUI

 

cor litúrgica- Branco

 

A história da Liturgia registra o culto mariano desde os primeiros séculos. Um culto que, no decorrer dos tempos, foi ganhando formas diferentes, algumas fundamentadas na teologia, outras no devocional e, outras em fantasias e conceitos mágicos chegando ao extremo de tornar Maria anunciadora de catástrofes, solucionadora de problemas por “orações (magicamente) poderosas” e até mesmo superstição. Diante disso, um dos objetivos do Concílio Vaticano II foi recuperar a genuinidade deste culto, através de uma espiritualidade fundamentada na Sagrada Escritura e na teologia, como era nos primórdios da fé cristã. A fundamentação bíblica na Liturgia da Assunção de Nossa Senhora é exemplar neste sentido, evidenciando, por exemplo, a dimensão escatológica do Mistério da Assunção (1ª leitura), o destino último do homem e da mulher que vivem em Cristo (2ª leitura) e a dimensão caritativa de quem reconhece que Deus faz maravilhas em quem nele confia e se faz servidor de seu projeto, como aconteceu com Maria, simbolizada no serviço a Isabel (Evangelho).

         A fundamentação bíblica e  eclesiológica da Assunção de Nossa Senhora projeta o destino da Igreja e, ao mesmo tempo, convida à louvação porque a Igreja, em Maria, já entrou no “palácio real”; em Maria, a Igreja é conduzida diante do trono divino, encantando seu Senhor pela sua beleza e formosura (salmo responsorial). A fundamentação bíblica da Assunção, portanto, não projeta uma Maria “divinizada”, mas a humanidade da Igreja revestida com as vestes da salvação (salmo responsorial). Em Maria, a Igreja é também a “mulher vestida de sol” (1ª leitura), manifestação divina e protetora da vida nascente no mundo, aquela que testemunha a vida divina pelo exercício da caridade (Evangelho). Um mistério tão profundo que, iluminado pelas Escrituras, não faz de uma semi-deusa, mas a exalta como aquela que, se fazendo serva, oferece sua vida e permite que Deus faça maravilhas; Magnificat (Evangelho).

         Depois de uma longa história de culto mariano (contada em séculos) que, infelizmente, distanciou-se das Escrituras e, particularmente do Evangelho, o Concílio Vaticano II insiste em propor Maria como modelo e fonte da espiritualidade cristã (LG 65), fundamentando-se na Bíblia e na teologia, bebendo na Tradição da Igreja, celebrando as glórias de Maria, das quais a solenidade da Assunção faz parte, sempre e intimamente unida à glória de Cristo. A Igreja contempla Maria grávida de Deus (1ª leitura), geradora de uma humanidade nova em Cristo (2ª leitura), que gesta na confiança divina um povo novo e fiel a Deus.

         A proposta da Igreja, principalmente através das celebrações litúrgicas marianas, celebra Maria como mulher do povo, sem destituí-la da condição humana. Celebra Maria como mulher que se deixa conduzir por Deus, na aceitação do projeto divino (salmo responsorial), celebra Maria como aquela que participa e colabora, pelo serviço da caridade ao próximo (Evangelho) e pelos méritos do Filho Jesus (2ª leitura), no projeto da Salvação divina. Maria, repetindo, é apresentada na Liturgia não como super-mulher ou semi-deusa, mas como mulher frágil que é fortalecida no Senhor, reflexo das maravilhas divinas (Evangelho), como a protegida por Deus na luta contra o mal e sempre geradora de vida nova e de vida vencedora (1ª leitura).

 

Cantando a Liturgia

 

Cantar esta celebração é juntar-se à Maria na sua louvação ao Pai  reconhecer que o Senhor fez nela, e faz em nós, maravilhas porque Santo é seu nome. É uma celebração que canta o louvor a Deus por tudo que realizou em Maria e na Igreja. É cantar também a alegria de celebrar a glória de Maria sendo elevada aos céus de corpo e alma, na Assunção.

 

Entrada: Neste canto de abertura procurar envolver a comunidade pela espiritualidade de Maria, deixar-se conduzir pelas mãos de Maria ao encontro de Jesus  ultimo canto pelo mês vocacional

 

-“Vem Maria Maria, vem nos ajudar, neste caminhar.....  
-“É grande o Senhor é nosso Deus....
-“Quem é esta que avança como aurora..

 

 

Aclamação ao Evangelho: Aleluia, e antífona do dia...

Maria é elevada ao céu., alegram-se os coros dos anjos

 

Ofertas: a procissão das oferendas é um rito alegre, que refaz o gesto de oferta da humanidade ao Pai, oferecendo a vida de Maria, com toda sua beleza e graça .

  “O Senhor fez em mim maravilhas......” 

 “ Um coração para amar, pra perdoar e sentir.......

 

 

Comunhão: Maria é o exemplo de disponibilidade para que Deus pudesse realizar seu plano de amor, em vista de oferecer a vida eterna aos homens e mulheres de todos os tempos.

    .

  “Quando teu Pai revelou o segredo....” 

  “Povo de Deus, foi assim.....” 

 “ Maria Mãe dos caminhantes.....”

 

 Envio: Canto mariano


MISSA DO XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

09/08/2015

Eu sou o Pão que desceu do céu


LEITURAS

1ª leitura: 1Rs 19,4-8 = Com a força daquele alimento, caminhou até o monte.
Salmo Responsorial: Sl 33 = Provai e vede quão suave é o Senhor. CLIQUE AQUI
2ª leitura: Ef 4,30—5,2 = Vivei no amor, a exemplo de Cristo.
Evangelho: Jo 6,41-51 = Eu sou o pão que desceu do céu  CLIQUE AQUI

 


 

COR LITURGICA VERDE



         As leituras apresentam um quadro psicológico bem próximo da realidade social de nossos dias. Convivemos com pessoas desanimadas, incapazes de prosseguir o caminho, entregando os pontos e perdendo de vista o objetivo da própria vida (1ª leitura), por não alimentarem seus corações com um pão vivo. As leituras acenam ainda para os infelizes, aqueles que vivem profundamente mergulhados na angústia (salmo responsorial) e aqueles que vivem amargurados, irritados, enraivecidos, e tratam os outros com gritarias e injúrias (2ª leitura). Reflexo evidente de uma vida marcada pelo sofrimento interior. Um quadro que, infelizmente, invade nossas famílias, escolas, locais de trabalho, alimentando corações com um “pão de infelicidade”.

         Com tais características, facilmente avaliamos que convivemos com pessoas que perderam a paz interior e, por isso, são incapazes de conviver consigo mesmas e com os outros. São pessoas cansadas que, a exemplo do Profeta, jogam-se por terra e desejam a morte (1ª leitura), porque viver tornou-se um sofrimento. Este quadro é, perigosamente, alimentado com um pão que podemos denominar de “pão da reclamação”. Quanto mais nossos corações se alimentam de reclamações, mais a insatisfação toma conta da gente, menos paz interior e menos alegria para viver. Num contexto extra-teológico joanino, é importante acolher o conselho de Jesus: “não murmureis entre vós” (Evangelho).

         Bem diferente é o resultado de quem se alimenta com “Pão da Vida”, oferecido por Jesus, através de sua Palavra e, mais concretamente, pela doação de sua própria carne (Evangelho), de sua própria Vida; Vida capaz de alimentar um novo modo de viver no mundo. Diferentemente daquele pão que provoca angústia, o “Pão da Vida” promove a bondade, a compaixão, o perdão e, nos torna imitadores de Deus, incapazes de contristar o Espírito Santo que habita em nós (2ª leitura). Acontece aquilo que Jesus evoca no Evangelho, quando lembra aos judeus que todos serão “discípulos de Deus” (Evangelho), todos viverão e se alimentarão com o Espírito Santo de Deus. Assim é o “Pão Vivo”, o “Pão da Vida”, o “Pão para a vida”. Um alimento que pacifica os corações e atrai homens e mulheres para que se alimentem deste pão que é dado por Deus e vivam deixando-se inspirar pelo Espírito Santo.

         Existe, contudo, uma condição para se alimentar deste pão: crer; ter fé. No Evangelho, Jesus sublinha a iniciativa do Pai no processo da fé, quando diz: “ninguém pode vir a mim, se o Pai que o enviou não o atrai” (Evangelho). O mesmo verbo “atrair” encontra-se em outra passagem do Evangelho de João, quando Jesus promete que, na Cruz, atrairá todos a ele (Jo 12,32). A Cruz é o local onde Jesus doa concretamente sua vida, num gesto extremo de amor e misericórdia. A pedagogia da fé, portanto, tem a iniciativa do Pai e alcança seu ápice na adesão a Cristo, alimentando-se da “carne de Cristo”, pois quem nele crer e se alimentar deste pão terá a vida eterna (Evangelho). A quem crer, para concluir, vale a declaração da felicidade que canta o salmista: “feliz o homem que tem nele o seu refúgio” (salmo responsorial).

 

 

CANTANDO A LITURGIA

O primeiro tom desta celebração é de ação de graças, porque Jesus se faz alimento para o povo, na Eucaristia. O segundo tom é de súplica, intercedendo a graça para se sentir atraído pelo amor misericordioso do Pai, que quer alimentar com um alimento que não nos deixa caídos à beira de nossos caminhos existenciais.

 

Entrada: os ritos iniciais destacam o convite e a atração divina a Cristo, para que ele nos alimente com o Pão Vivo. Em tal contexto, as canções (1 e 2) têm nossa preferência por cantar a presença da Igreja ao redor do altar, mostrando-se necessitada de um alimento que restabeleça a força existencial de cada celebrante.A terceira opção é canto vocacional pelo tema que se celebra neste mês

 “Senhor, o Deus dos pobres”  
 “Ó Senhor nos estamos aqui”
“Eis me aqui Senhor

 Aclamação ao Evangelho:  Aleluia a antífona do dia

 

Ofertas: No rito das ofertas a sugestão é cantar a alegria de ofertar o pão que contém as vidas de todos os celebrantes. Continuamos ainda com o tema do pão que permeou os dois últimos domingos, assim a mesma linha de cânticos podem ser utilizados

 “Daqui do meu lugar”  
“Muitos grãos de trigo, se tornaram pão....
Com o pão e com o vinho, nossa oferta apresentamos...

 

 Comunhão: nada mais sugestivo que acompanhar os celebrantes dirigindo-se para a Mesa do Altar, cantando a Eucaristia como Pão Vivo, realidade concreta daquilo que foi ouvido e anunciado por Jesus no Evangelho.  

 “Eu sou o pão  que vem do céu, quem crer em mim irá viver”  
 “Na comunhão, Jesus se dá no pão”  
“Todo aquele que comer do meu corpo que é doado...


Envio:  Canto Mariano, ou vocacional ., exemplo ( Se ouvires a voz do vento...)




MISSA DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

02/08/15

O Pão de Deus é o pão da vida, que do céu veio até nós

 

LEITURAS

1ª leitura: Ex 16,2-4.12-15 = Eu farei chover para vós o pão do céu
Salmo Responsorial: Sl 77 = O Senhor deu a comer o pão do céu CLIQUE AQUI
2ª leitura: Ef 4,17.20-24 = Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus
Evangelho: Jo 6,24-35 = Quem vem a mim não terá mais fome CLIQUE AQUI

 

COR LITURGICA VERDE

 

         Nosso primeiro olhar vislumbra um povo desorientado, perdido, por não ter encontrado Jesus e seus discípulos: “Rabi, como chegastes aqui?”, perguntaram a Jesus (Evangelho). Perderam o Rabi (Mestre) e foram a sua procura, por água e por terra, com uma única interrogação no coração: “onde estavas, Senhor?” As leituras descrevem também um povo que buscava o sentido da vida no pão material, que passa seus dias em reclamações, porque só o “pão material” — a busca de bens materiais — é incapaz de satisfazer a existência humana. Como parte da insatisfação, a comparação do hoje com o passado: mesmo que tenha sido um passado escravizador, amarra-se o hoje em nostalgias de “panelas de carne”  do Egito (1ª leitura). É o perfil de um povo em busca de rumo para viver.

         É também um povo que, envolvido em reclamações, desafia Deus, a ponto de julgar que Deus o levou ao deserto para matá-lo (1ª leitura). É também um povo sem memória, incapaz de ler os sinais divinos da libertação (1ª leitura) e, mesmo vendo a multiplicação dos pães (17DTCB), desafia Jesus querendo saber que sinais ele realiza para nele poder crer (Evangelho). É o retrato de um povo preso ao pão material, preso ao que dá segurança imediata, como é próprio daquilo que oferece os bens materiais.

         Mesmo desafiado, Deus não abandona seu povo. Ao contrário, abre seus olhos para que compreendam a distribuição dos pães para além do alimento corporal. Uma indicação dessa pedagogia divina vem do salmista, pedindo que o povo não se esqueça de que Deus o alimentou com o “pão do céu”, na travessia do deserto; um fato de tamanha importância jamais deve ser esquecido, ao contrário, precisa ser perpetuado de geração em geração (salmo responsorial). Outra indicação, a mais importante, vem de Jesus: percebendo que o povo o buscava por causa do pão que havia multiplicado, reorienta a busca do povo: “esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna” (Evangelho). Ou seja, não vivam somente buscando coisas materiais, mas algo mais profundo, que dê sentido à vida e dura para sempre. No contexto desta celebração, Paulo coloca na reorientação de Jesus um elemento concreto para a vida pessoal, convidando a abandonar a mentalidade do mundo e do homem velho, para revestir-se de Cristo e ser pessoa nova (2ª leitura).

         A reorientação de Jesus, de buscá-lo não pelo pão material e nem por causa dos sinais (que na linguagem joanina significa milagres), tem o objetivo de realizar a pessoa existencialmente. É a proposta do cristianismo como um modo de viver, que realiza plenamente o homem e a mulher. Com o olhar na 1ª leitura, pode-se dizer que a vida em Cristo liberta a pessoa daquelas reclamações próprias de quem vive descontente consigo mesmo, com os outros e até mesmo com Deus; que a vida em Cristo faz viver como homens e mulheres novos, iluminados pelo Espírito divino, na santidade e na justiça (2ª leitura).

 



CANTANDO A LITURGIA

Cantar esta celebração é dar graças ao Pai porque Jesus orienta seu povo a não buscar os bens materiais, mas se alimentar com aquele único bem que dá sentido à vida, que é o próprio Cristo. Agradecer ao Pai porque o Senhor se faz alimento de vida e alimento para a vida eterna.

 

Entrada: A liturgia de hoje repete o tema do domingo anterior que é o do pão e partilha, assim, vamos propor como abertura o Deus dos pobres que compartilha o pão a todos convidando a todos para fazer parte deste banquete.

“Senhor, o Deus dos pobres” 
 “Ó Senhor nos estamos aqui” 
“Todos os convidados,. Venham ao banquete do Senhor...

 

Aclamação ao evangelho – Aleluia e antífona do dia

 

Ofertas: depois de ouvir, na Liturgia da Palavra, o incentivo de Jesus para buscá-lo como “Pão descido do céu”, os celebrantes se aproximam do altar para oferecer suas vidas ao Pai. Vidas que são santificadas pela Palavra e pela Eucaristia. As canções que sugerimos cantam, no simbolismo do pão, o significado da vida nova, do homem e da mulheres novos e renovados pelo Espírito de Deus.

 “Ofertas singelas pão e vinho sobre a mesa colocamos.....
 “Daqui do meu lugar ...
“Sabes Senhor, o que temos é tão pouco pra dar....

 

 

Comunhão: os celebrantes se aproximam da Mesa Eucarística cantando a fé de que a Eucaristia é o “Pão vivo descido do céu”. Por este motivo todas as propostas de canções, destacam a presença viva do Senhor alimentando seu povo.

 “O Pão de Deus é o pão da vida, que do céu veio até nós.....
“ Eu sou o pão, que vem do céu, quem crer em mim irá viver.;..
“Na mesa sagrada, se faz unidade.....
   

 

Envio:  Canto Mariano


MISSA DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

26/07/2015

Jesus tomou o pão, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados

 

LEITURAS

1ª leitura: 2Rs 4,42-44 = Comerão, e ainda sobrará
Salmo Responsorial: Sl 144 = Saciai os vossos filhos, ó Senhor  CLIQUE AQUI
2ª leitura:
Ef 4,1-6 = Há um só corpo, um só Senhor, uma só fé, um só batismo
Evangelho: Jo 6,1-15 = Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam  CLIQUE AQUI

 

COR LITURGICA VERDE

Não há dúvida que o destaque da fome e o simbolismo do pão saltam à vista na Palavra deste Domingo. A 1ª leitura, o salmo responsorial e o Evangelho destacam os temas da fome e do pão e, como dito no quadro do “primeiro olhar”, um tema que alarga a compreensão de que a atividade pastoral-evangelizadora, como refletido nos Domingos anteriores, não contempla somente pregações e mensagens, mas também a atitude prática e concreta para socorrer quem sofre fome ao nosso lado. Além disto, este Domingo tem também a particularidade de trocar, por um tempo, o Evangelho de Marcos pelo Evangelho de João, seu capítulo 6, mais especificamente, dedicado ao pão da vida, ao pão que dá vida ao mundo; pão que se torna símbolo da vocação cristã.

         Paulo explica que a vida cristã é uma vocação divina (um chamado) que se caracteriza em viver unido a Cristo (2ª leitura). Dentre muitos meios, um deles é pela vivência religiosa, caracterizada por atitudes concretas, como o acolhimento fraterno, a esperança, a fé confiante em Deus e o fortalecimento da unidade “que é o vínculo da paz” (2ª leitura). Outro modo de cultivar a vocação cristã pela vivência religiosa é através da partilha do pão.

         Considerar a vivência religiosa a partir do pão é perceber em Eliseu e Jesus atitudes próprias de quem tem o coração divino pulsando dentro de si (1ª leitura e Evangelho). O salmista proclama que Deus se comove diante da fome do povo e, por isso, o alimenta no tempo devido com fartura e prodigalidade (salmo responsorial). É religioso, portanto, alimentar o povo com o pão, porque repartir o pão com quem tem fome é divino, como fizeram Eliseu e Jesus. Eliseu, denominado “homem de Deus” e, Jesus, o “Profeta que deve vir ao mundo”, eram pessoas que tinham os olhos voltados para a fome do povo (1ª leitura e Evangelho). Partilhar o pão, promover a partilha de alimentos e dar de comer a quem tem fome é religioso. Mas, não é religioso explorar a fome do povo em proveito próprio ou de alguma causa escondida nos véus do sagrado. 

         Considerar a vivência religiosa a partir do pão é reconhecer que nem tudo “que o povo gosta” sintoniza-se com a realização do projeto do Reino. O exemplo está em Jesus: ao perceber que a vontade do povo era fazê-lo rei, toma a decisão de retirar-se para se manter fiel à sua vocação e missão (Evangelho). A atitude de Jesus ensina que é religioso ser pastor e convidar o povo a descansar na relva farta (Evangelho) — como o Bom Pastor conduz o rebanho a locais de relva farta (Sl 22; Jo 10) — para ali alimentá-lo com a Palavra (16DTCB) e com o pão (Evangelho). Mas não é religioso revestir-se com mantos da religião, aproveitar-se da boa fé do povo para se fazer “rei” e, a custa disso, promover uma religião espetacular e miraculosa.

         Na base de toda atitude religiosa, portanto, está a vocação cristã, o chamado divino (e não o sucesso popular) para caminhar nos caminhos do Evangelho (2ª leitura) com o olhar voltado para a fome de vida do povo (1ª leitura e Evangelho).

 

CANTANDO A LITURGIA

Cantar esta celebração é cantar a partilha do pão, símbolo da partilha da vida, ícone de quem tem o coração igual ao coração divino, capaz de condoer-se com a fome do povo. Cantar esta celebração é também proclamar a autenticidade religiosa que promove fraternidade, justiça e paz através da multiplicação do pão e da vida.

 

Entrada:  A nossa proposta é para canção que cantem o reconhecimento da compaixão de Deus para com seu povo e o ensinamento de repartir o pão através da eucaristia

“Senhor, o Deus dos pobres”
 “Ó Senhor nos estamos aqui”
“Todos os convidados,. Venham ao banquete do Senhor...

 

 Aclamação ao Evangelho:  aleluia e antífona do dia

 

Ofertas: aquele menino que oferece os cinco pães para Jesus inspira a cantar o rito da apresentação das oferendas com uma canção que descreva a simplicidade,oferecendo o pouco que tem  

 “Ofertas singelas pão e vinho sobre a mesa colocamos.....
 “Daqui do meu lugar ...
“Sabes Senhor, o que temos é tão pouco pra dar....

 

 

Comunhão: existe um compromisso evidente em quem caminha para a Mesa Eucarística: o compromisso de assumir a mesma postura divina de se interessar pela fome do povo,  recordando os milhões de irmãos famintos no mundo.  

“Na mesa sagrada, se faz unidade,;....
“Tanta gente vai andando a procura de uma luz....
“Um cálice foi levantado, o pão entre nós partilhado
“O Pão da vida a comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos....

 

 

Envio:  Canto Mariano

 
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