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LITURGIA - Liturgia dominical

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

Jesus ,se queres, tens o poder de curar-me

15/02/2015

 

Leituras

1ª leitura: 2Rs 5,9-14 = Sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha

[1ª leitura: Lv 13,1-2.44-46 = O leproso deve ficar isolado e fora do acampamento] (facultativa)

Salmo Responsorial: Sl 31 = Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio CLIQUE AQUI

2ª leitura: 1Cor 10,31—11,1 = Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo

Evangelho: Mc 1,40-45 = A lepra desapareceu e o homem ficou curado CLIQUE AQUI

 

 

Cor Liturgica – Verde

     Nosso primeiro olhar considera duas atitudes distintas diante da atividade curativa de Deus: a atitude divina e a atitude humana, presentes na 1ª leitura e no Evangelho.  

Naamã é exemplo típico da atitude humana de quem pede a cura divina para seu sofrimento e imagina o encontro com Deus num cenário misterioso, no qual o espetáculo de ritos e invocações em alta voz sejam capazes de impressionar Deus, a ponto de se dispor a vir e curar sua enfermidade. É notória a decepção de Naamã ao receber o recado de Eliseu para que fosse tomar banho no rio Jordão (1ª leitura). No Evangelho, o leproso que fora curado por Jesus, mesmo proibido de publicar o fato, não conseguia se conter e contava como tudo acontecera, a ponto de dificultar a Jesus andar livremente nas cidades (Evangelho).

     Do lado divino, a atitude é totalmente diferente. Em vez de espetáculos com ritos e gritos, como se Deus precisasse ser acordado para agir, a simplicidade discreta e a adoção da normalidade da vida para fortalecer a vida humana fragilizada pelo sofrimento. Um banho de rio (1ª leitura) e uma mão estendida (Evangelho) são suficientes para Deus restabelecer a força da vida na pessoa fragilizada. Discrição e ternura; é assim que Deus ensina a lidar com a fragilidade humana.

Não é fácil lidar com a fragilidade humana, que se manifesta através da doença, do sofrimento, de deficiências, pobreza, em vidas sem sentido... Numa sociedade idealizada por sonhos de grandeza, “saúde perfeita” e que cultua o corpo, dispor-se a aceitar a fragilidade humana é confrontar-se com as ilusões da “eterna juventude”, tão exaltada na cultura midiática, e, realisticamente, encarar um das utopias de nossos tempos: julgar possível esconder ou colocar em segundo plano aquilo que é humanamente frágil. Esta era uma das funções da lei imposta aos leprosos (1ª leitura e Evangelho), uma clara evidência da fragilidade humana, que tira a beleza do corpo repulsa a aproximação e a convivência.

Jesus ensina como aproximar-se da fragilidade humana. Primeiro aceita o desafio humano que pode curar, pode purificar e erguer quem vive preso pela sociedade por causa da fragilidade. Segundo, não tem medo de se aproximar e tocar na fragilidade humana para restituir-lhe a graça de ser humano. Terceiro, o modo de Jesus agir valoriza a discrição e o contato pessoal na normalidade da vida (Evangelho), não assumindo aquela atitude profissionalmente técnica e fria, mas de tratar o outro como pessoa.

Da parte da pessoa fragilizada, é importante que tenha aquela vontade moral de querer fortalecer-se e, por isso, a busca de Deus, como fizeram os leprosos (1ª leitura e Evangelho), e a consciência de que sua fragilidade, seja qual for o motivo que a causa, não o culpabiliza como pecador diante de Deus (salmo responsorial), como acontecia com os leprosos de antigamente.

          

 

Cantar a Liturgia

É uma celebração que canta a esperança em Deus como força e sustentáculo da vida de cada ser humano, mas também canta a confiança para aqueles que sentem a fragilidade humana tocando suas vidas de alguma forma.

Entrada: o tema da mão, que em Jesus Cristo Deus estende a favor do homem, está presente no Evangelho e, por isso, ficará bem se acompanhar a procissão de entrada,   canções de confiança de que o Senhor pode restaurar a vida na fragilidade humana  é outra boa opção.

“Deus é paz,  Deus é amor....
“Ó Pai somos nós o povo eleito....
O Senhor me chamou, e eu respondi eis-me aqui

Aclamação ao Evangelho: Aleluia e antífona do dia., ou  Aleluia, vós todos que sofreis aflitos vinde a mim

Ofertas: a procissão das ofertas não exclui quem vive na fragilidade da vida, muito pelo contrário, essa gente é muito bem-vinda para participar dessa procissão.  )

. “Nesta prece, Senhor”
A palavra de Deus, é meu Deus.,
Com o pão e com o vinho, nossa oferta apresentamos....

 Comunhão: o encontro de Jesus com o leproso e sua afirmativa de querer curá-lo corresponde bem à missão do Senhor que vem para que todos tenham vida (1


“Eu vim para que todos tenham vida”
Eu sou o pão, que vem do céu., quem crer em mim irá viver
Quando te dominas o cansaço.....

 

 

 Envio: Canto Mariano., ou Segura na mão de Deus


V DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

Jesus curou muitos doentes e expulsou muitos demônios

08/02/2015

 

Leituras

1ª leitura: Jó 7,1-4.6-7 = Encho-me de sofrimentos até o amanhecer

Salmo Responsorial: Sl 146 = Louvai a Deus porque ele é bom e conforta os corações  CLIQUE AQUI

2ª leitura: 1Cor 9.16-19.22-23 = Ai de mim, se não pregar o Evangelho

Evangelho: Mc 1,29-39 = Curou muitas pessoas de diversas doenças CLIQUE AQUI

 

 

Cor Liturgica – Verde

“A cidade inteira reuniu-se na frente da casa” (onde Jesus estava hospedado) (Evangelho). Uma cidade doente, transtornada e atingida pelo sofrimento. É a fotografia da Palavra que ajuda a ressaltar outro enfoque: na anatomia de seu Evangelho, Marcos passa do ouvido para a mão, da obediência do seguimento para o serviço de erguer quem está acamado pela febre, sofrendo no corpo, ou no espírito (Evangelho), ou vivendo na depressão de uma vida sem sentido (1ª leitura). Hoje, vivemos o mesmo desafio de Jesus: diante de nós está uma “cidade adoentada e transtornada” em busca de vida, de luz e de uma mão estendida, pronta para o serviço.

Nosso primeiro olhar, contudo, dirige-se para o final do Evangelho, quando os discípulos encontram Jesus rezando e comunicam-lhe que todos o procuravam (Evangelho). Era a proposta da evangelização fácil, realizada com curas e exorcismos; um verdadeiro show que atrairia gente de todas as partes da Galiléia e de terras distantes. Caravanas viriam para ver esse novo profeta... Jesus tinha tudo na mão e, no entanto, com uma palavra e um gesto ensinou como evangelizar: “vamos a outros lugares (...) devo pregar também ali” (Evangelho). Evangelização não rima com show, nem que for religioso! Paulo também entendeu que a primazia estava na pregação do Evangelho, e faz disso sua vida e o motivo de seu viver. Não pregava para ganhar dinheiro e nem por glória (fama), mas por necessidade, reconhecendo não ter direito a nenhum tipo de salário (2ª leitura).

O final do Evangelho desse Domingo encontra na vida e na atividade evangelizadora de Paulo uma perfeita continuidade. Ele assume as mesmas atitudes evangelizadoras de Jesus e faz do serviço humilde a base de sua atividade evangelizadora. Jesus serve acolhendo a cidade adoecida (Evangelho); Paulo se faz servidor (escravo) de todos para que o Evangelho chegue a todos (2ª leitura).

Deve ter sido uma escolha difícil. Jesus bem que poderia se tornar pop star com seus poderes milagrosos, mas escolheu o caminho de pregador para propor um estilo de vida, que fosse resultado de uma processo de transformação interior. Por isso, em vez de aplausos encontrou conflitos. A exemplo de Jesus, Paulo entendeu que é na humildade que se alcança o coração do outro, se respeita o outro e é possível colocar-se no mesmo degrau do outro. Na humildade está a grandeza e a atração do evangelizador: “com os fracos me fiz fraco (...) com todos, eu me fiz tudo (...) Por causa do Evangelho eu me faço tudo, para ter parte nele” (2ª leitura). É a maturidade do Paulo evangelizador. Colocar-se em nível de igualdade com todos é o testemunho sincero de que o evangelizador pertence ao Evangelho, vive e pensa como o Evangelho.

À nossa cidade adoecida de tantas enfermidades, a Liturgia desse Domingo ensina que evangelizar é uma necessidade que se impõe para confortar os corações despedaçados e curar tantas feridas (salmo responsorial) que machucam  e deprimem nossa gente (1ª leitura). Isso deve ser feito na humildade de quem é capaz de estender a mão e acolher quem precisa, como fez Jesus (Evangelho).

          

 

Cantar a Liturgia

Cantar a confiança em Deus, que envia seu Filho para erguer quem vive adoecido e libertar os transtornados de seus sofrimentos. Cantar também a primazia evangelizadora da pregação do Evangelho em vez do messianismo fácil, baseado em milagres e sensacionalismos.

Entrada: as canções iniciais cantam a importância de confiar em Deus em todos os momentos da vida, especialmente naqueles debilitantes (Evangelho). Dentro da proposta de contextualizar essa celebração, as canções também podem unir a confiança em Deus e o convite evangelizador de pregar o Evangelho.

“Deus é paz,  Deus é amor....
“Ó Pai somos nós o povo eleito....
O Senhor me chamou, e eu respondi eis-me aqui

Aclamação ao Evangelho: Aleluia e antífona do dia., ou  Aleluia, vós todos que sofreis aflitos vinde a mim

Ofertas: é momento para cantar a alegria de quem, a exemplo de Jesus, silenciosamente estende a mão para ajudar quem precisa. As canções que propomos cantam essa dimensão da bondade realizada silenciosamente, como o crepitar da chama luminosa

“Nesta prece, Senhor”
A palavra de Deus, é meu Deus.,

Com o pão e com o vinho, nossa oferta apresentamos.....

 Comunhão: cantar o rito de comunhão com a confiança de que o Senhor é a força e o conforto de quem vive debilitado por alguma causa. A canção (1) traça o perfil evangelizador de Jesus, que vem para trazer vida abundante para todos.  

“Eu vim para que todos tenham vida”
Eu sou o pão, que vem do céu., quem crer em mim irá viver
Quando te dominas o cansaço.....

 

 

 Envio: Canto Mariano., ou Segura na mão de Deus

 


IV DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

Tu és o Santo de Deus

01/02/2015

 

Leituras

1ªleitura:Dt:18,15-20- Farei surgir um profeta e porei em sua boca minhas palavras

Salmo Responsorial: SL94- Não fecheis o coração, ouvi a voz de Deus-CLIQUE AQUI

2ª Leitura- 1 cor 7,32-35= Jovem solteira se ocupa com as coisas do Senhor

Evangelho. Mc 1,21-28- Ensinava como quem tem autoridade CLIQUE AQUI

 

Cor Liturgica – Verde

Neste Domingo fechamos uma trilogia com reflexões sobre a importância do ouvir. No 2º Domingo do Tempo Comum a reflexão incentivava a fazer silêncio para ouvir a voz de Deus, especialmente a voz divina falando nas Sagradas Escrituras. No 3º Domingo, a Liturgia dirigia a ouvir o apelo de conversão para se colocar na estrada do discipulado. Como lembrado acima, “ouvir” tem a ver com obedecer, assumir um estilo de vida iluminado pela vontade divina. Nas leituras desse 4º Domingo, o tema do “ouvido” volta com nova dimensão. A 1ª leitura relata o pedido do povo para não ouvir diretamente a voz de Deus, mas através de mensageiros confiáveis (1ª leitura) e o salmista estimula ouvir o Senhor para não repetir o comportamento dos antigos, que fecharam os ouvidos à voz de Deus: “oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os vossos corações como em Meriba” (salmo responsorial). A pedido do povo para não ouvir diretamente a voz divina, pelo espanto que esta lhe causava, Deus reage através do profetismo, assegurando um profeta, do qual poderão ouvir sua voz sem medo (1ª leitura). A realização da profecia acontece em Jesus, aquele que fala com autoridade, com uma doutrina que é sua e com uma palavra que até os espíritos maus ouvem; obedecem (Evangelho). O profetismo, é outro canal para ouvir a voz de Deus, que não interrompe a comunicação do seu projeto, para que a vida humana não seja manchada e nem machucada pelo mal e pela maldade. O convite de não fechar os ouvidos à voz de Deus tem também caráter preventivo, no sentido de não dar ouvidos (aceitar) a voz do mal. Aqui está o elemento novo com relação aos Domingos anteriores. Se naquelas celebrações a voz divina tinha autonomia, agora ela é desafiada por outra voz: a voz do mal (Evangelho). Marcos coloca o primeiro encontro de Jesus com a voz do mal em uma Sinagoga, local onde os judeus se reúnem para rezar e ouvir a Palavra de Deus, aludindo ao confronto direto da voz do mal com a Palavra. É uma voz que se manifesta capciosa, sem aquele tom cavernoso que fomos acostumados a ouvir em filmes, por exemplo; mesmo se agressiva, fala com sutileza e elogia: “sabemos que és o Santo de Deus” (Evangelho), reconhecendo Jesus como o Messias, o enviado de Deus. A voz do mal confronta-se diretamente com Jesus, nesse caso, na sinagoga, mas também em outros momentos de sua vida pública.          A Palavra dessa celebração propõe três reações para não se deixar levar pela voz do mal. A primeira é agir como Jesus: mandando calar essa voz (Evangelho), principalmente se cair em nossos ouvidos e insistir em falar dentro de nós. Outro modo é não fechar o coração à voz divina (salmo responsorial), mas estar aberto para ouvi-la falando através da Sagrada Escritura. O terceiro modo é pautar a vida sobre a grande profecia divina, solenemente anunciada por Deus a Moisés (1ª leitura) e realizada no Evangelho. Um quarto elemento de reação está na oração do Pai nosso, com aquele pedido diário que conclui a oração do Senhor: “livrai-nos do mal”.

 

          

 

Cantar a Liturgia

É uma celebração para cantar a bondade divina e sua proteção contra o mal e a maldade. Cantar invocando a proteção divina em todos os momentos da vida, para que o mal não entre nos ouvidos e não ache morada nos corações dos celebrantes.

entrada: a procissão que conduz a o ministério da Igreja para o altar poderá ser cantada com uma canção de confiança em Deus, que sempre está ao lado dos bons  Outra proposta é cantar a alegria de sentir-se convidado a participar da celebração que refaz a vida do discípulo.

 “Deus é Pai, Deus é amor”
o Senhor nos estamos aqui.....
Tu anseias eu bem sei, por salvacao

Aclamação ao Evangelho:
 Aleluia e antífona do dia

 

Ofertas: o reconhecimento do discípulo para não se deixar levar pela voz do mal é um critério para avaliar a dimensão da simplicidade que deve estar em cada oferenda apresentada ao Pai, como cantam as canções sugeridas para esse rito. Uma exceção está na canção (3) com a peculiaridade de cantar a certeza de navegar seguro no “mar da vida” com a confiança de quem tem em Jesus sua força contra o mal.

 

 “Que mais eu posso te dar....
As coisas que o mundo oferecia....
Quem nos separara, quem vai nos separar...

Comunhão: as canções que estamos sugerindo para a comunhão cantam a força divina que se encontra no alimento eucarístico. E nos torna capazes de discernir os nossos caminhos sempre para o bem, e sabermos enfrentar o mal.

 “Tu és minha vida”  
 “Todo aquele que comer”  
~Se calarem a voz dos profetas....

 

 Envio: Canto Mariano


 III DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B


Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens

25/01/2015

 

 

Leituras

 

1ª leitura: Jn 3,1-5.10 = Os ninivitas afastaram-se do mau caminho
Salmo Responsorial: Sl 24 = Mostrai-me ó Senhor vossos caminhos CLIQUE AQUI
2ª leitura: 1Cor 7,29-31 = A figura deste mundo passa
Evangelho: Mc 1,14-20 = Convertei-vos e crede no Evangelho CLIQUE AQUI

 

 Cor Liturgica – Verde

 

         O conceito mais conhecido que se tem de conversão é “trocar de caminho” ou “deixar o caminho do mal para trilhar o caminho do bem”. Isto está bem presente nas leituras desse Domingo. Todas as leituras, exceto a 2ª leitura, fazem referência ao caminho; o salmista é o mais incisivo: “mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos” (salmo responsorial). Outro conceito de conversão é “assumir nova mentalidade”, assumir um novo modo de pensar. É algo lógico. Se a vida é comparada a uma caminhada, a luz que orienta os passos nesse caminho é iluminada por uma mentalidade, por um conceito de vida; trocar de caminho é trocar um jeito de entender a vida por outro. No conceito de conversão, por fim, está implícito o convite para viver uma nova proposta de vida.

         Na celebração anterior, do 2º Domingo do Tempo Comum, refletimos sobre a importância do ouvir. O tema retorna, ressaltando a importância de se criar um relacionamento de confiança entre duas pessoas. Ou seja, a conversão tem início num processo de inter-relacionamento entre quem propõe um novo estilo de vida e quem acolhe a mensagem. Se Níneve não tivesse ouvido e nem acolhido a mensagem de Jonas, teria soçobrado (1ª leitura). Se os quatro pescadores não tivessem ouvido e acolhido o convite do Mestre, não seriam discípulos de Jesus (Evangelho). Toda conversão, portanto, requer um inter-relacionamento de confiança que facilita acolher uma nova proposta de vida. Não existe conversão sem relacionamento humano.

         Níneve é uma sociedade emblemática. Próspera e rica, tornou-se individualista e desrespeitosa para com a vida humana (1ª leitura). Verdadeiro protótipo da sociedade que prioriza o ter sobre o ser, valoriza o que pode ser comprado com dinheiro e menospreza os relacionamentos inter-pessoais (1ª leitura). Paulo alerta para esse tipo de mentalidade e propõe um novo estilo de vida: usar de todas as coisas do mundo com liberdade e sem apegar-se a pessoas, coisas ou riquezas, “pois a figura desse mundo passa” (2ª leitura). O apego aos bens terrenos inibe o relacionamento saudável, livre, amigo, sincero e respeitoso. A imagem de Níneve e o ensinamento de Paulo ajudam a entender a conversão da prioridade do ter para a prioridade de relacionamentos inter-pessoais, ou seja, respeitar quem conosco convive, pois é no relacionamento inter-pessoal que a vida é valorizada e reconhecida como riqueza.

         O modo prático para favorecer essa conversão é criar locais marcados pela amizade, pelo respeito ao outro, pela partilha de vivências. O exemplo vem de Jesus ao iniciar a pregação do Reino criando uma comunidade de inter-relações de amizade e aprendizado humano e divino (Evangelho). Jesus iniciou sua pregação com uma comunidade para mostrar o valor das relações humanas da humanização do mundo. Ensinou que priorizar e valorizar a pessoa promove a conversão aos valores do Reino de Deus (Evangelho). Em conclusão: o discípulo de Jesus é aquele que prioriza a pessoa e não as coisas do mundo (2ª leitura) através de relações verdadeiramente humanas.

 

Cantar a Liturgia

Sugerimos cantar essa celebração valorizando o apelo à conversão e o apelo vocacional que, na prática, um depende do outro. Quem acolhe o apelo vocacional, de seguir Jesus, entra num processo de conversão e coloca-se na estrada do Evangelho.

 

Entrada: A proposta para escolha dos cânticos está na dimensão vocacional, com uma canção que apele aos celebrantes à disposição da conversão e do seguimento do Senhor.  

 “Tu, te abeiraste da praia...”
“Me chamaste para caminhar na vida contigo....

“Senhor, se tu me chamas.....”

 

 Aclamação ao Evangelho:  Aleluia e antífona do dia

 

 

Ofertas: dentro do contexto celebrativo proposto para essa celebração, cantar o rito das oferendas é cantar a disposição de viver o valor do relacionamento entre as pessoas. Através dos relacionamentos, que faz crescer o respeito pelo outro, pode-se cantar a espontaneidade de partilhar aquilo que se tem, por mais simples que seja,  

  “Sabes, Senhor....”
“Os grãos que formam a espiga...”
“As coisas, que o mundo oferecia....

Comunhão: é momento para cantar a alegria de quem é convidado a caminhar como irmão e irmã nas estradas de Jesus. A canção para acompanhar o rito da comunhão deve expressar o relacionamento fraterno, que motiva caminhar lado a lado para alimentar-se da mesma Mesa divina.

 “O Pão da vida, a comnhão, nos une a Cristo e aos irmãos....
“Desamarrem as sandálias....
“Na mesa sagrada, se faz unidade.....

 

 Envio: Canto Mariano

 


II DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

Deus que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também

18/01/2015

 

Leituras

 

1ª leitura: 1Sm 3,3-10.19 = Fala, Senhor, que teu servo escuta
Salmo Responsorial: Sl 39 = Eu disse: “Eis que venho, Senhor” CLIQUE AQUI
2ª leitura: 1Cor 6,13c-15a.17-20 = Vossos corpos são membros de Cristo
Evangelho: Jo 1,35-42 = Foram ver onde Jesus morava e ficaram com ele CLIQUE AQUI

 

 Cor Liturgica – Verde

 

É muito sugestiva a constatação feita pelo salmista quando diz: “sacrifício e oblações não quisestes, mas abristes, Senhor, os meus ouvidos” (salmo responsorial). Uma constatação que dá a primazia ao “ouvir” e não aos sacrifícios oferecidos a Deus. É pelo ouvido que entra a fé (Rm 10,17), é pelo ouvido que a Palavra ecoa como resposta existencial. Os sacrifícios e oblações, embora importantes, correm o risco de serem gestos vazios, ao passo que o ouvir, desde que haja acolhimento, promove obediência ao projeto divino. (Obedecer vem do latim – ob+audire = abrir os ouvidos à uma vontade). É pelo ouvir da Palavra que a espiritualidade cristã plasma a pessoa na vontade divina.

         Num de seus sermões, Pe. Antônio Vieira dizia que “tudo que entra no ouvido faz eco no coração e, de acordo como está o coração, tais serão os ecos”. Pe. Vieira descreve o coração como uma caixa de ressonância: aquilo que se ouve, ecoa na coração e, do coração ecoa na vida. Entende-se o coração como o centro da pessoa, o lugar onde são tomadas as decisões, o local onde estão as luzes que dão o rumo da vida e o estilo de viver. As leituras propõem Samuel (1ª leitura) o salmista (salmo responsorial) e os primeiros discípulos de Jesus (Evangelho) como exemplos de quem deixou ecoar a Palavra de Deus em suas vidas. Ouviram e se dispuseram a fazer – com prazer – a vontade de Deus (salmo responsorial).

         Para a Igreja, a catequese tem a finalidade de fazer ecoar a Palavra de Deus na vida das pessoas; provocar eco na vida de homens e mulheres de todas as idades. A 1ª leitura é muito sugestiva nesse sentido. Samuel não entende a Palavra, confunde, inclusive o autor da Palavra, mas encontra em Eli um “catequista”, aquele que ajuda Samuel a deixar a Palavra ecoar dentro de seu coração. Eli é o facilitador para que a Palavra ecoe no coração de Samuel (1ª leitura). A mesma atitude se espera de pais cristãos, com relação a seus filhos, se espera de catequistas, e se espera do padre, em suas homilias e pregações.

         Outro modo de fazer “catequese”, de provocar eco da Palavra de Deus na vida das pessoas, é mostrar onde essa voz está falando. Já ouvimos centenas de vezes que nosso mundo é barulhento demais, e isso dificulta silenciar para ouvir a voz de Deus. De onde a importância de gente que conheça essa Palavra e oriente onde ela está falando. João Batista é outro exemplo de “catequista”, como aquele que mostra onde a Palavra (Verbo encarnado de Deus [Jo 1,1]) está falando (Evangelho). O seguimento tem início na convivência, com o estar onde mora o Senhor para ouvir sua Palavra e, tão logo essa Palavra ecoa no coração de João e André, eles a deixam transbordar e contam a Pedro o que viram e ouviram (Evangelho). Tornam-se “catequistas”, fazem ecoar a Palavra divina pelo testemunho de vida, que é o ponto alto de toda catequese.

 

Cantar a Liturgia

 

As canções que cantarão essa celebração poderão interceder que o Senhor abra os ouvidos, e ajude os celebrantes a acolher com disponibilidade a Palavra de Deus, que fala na celebração, e em tantos outros momentos da vida.

 

Entrada: A nossa proposta para esta celebração é escolher o canto de entrada em vista de criar disposição, da parte dos celebrantes, para ouvir a Palavra de Deus,   com a proposta de assumir uma resposta ao apelo do Senhor.

 “Me chamaste para caminhar na vida contigo”  
 “O Senhor necessitou de braços....”  
 “Senhor, se tu me chamas”  

 

 Aclamação ao Evangelho:  Aleluia, e antífona do dia ou

  “Ponho-me a ouvir o que o Senhor”  

 

Ofertas: todo aquele que ouve a voz do Senhor e se dispõe a acolher o convite para seguir Jesus torna-se discípulo e discípula de Jesus,  escolher  canção, que cante o compromisso, mesmo sabendo das limitações, de dedicar a vida pelo projeto do Reino de Deus,  

“Sabes, Senhor, ol que tenho é tão pouco pra dar....  ”  
 “Minha vida tem sentido”  )
 “Os grãos que formam a espiga
”  

 

 

Comunhão: a exemplo do canto das oferendas, também a escolha para cantar o rito da comunhão eucarística poderá ser marcado pelo compromisso de fazer ecoar a Palavra de Deus na vida pessoal e na sociedade.  

 “Quanto te domina o cansaço”
“O pão da vida a comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos

 “Desamarrem as sandálias, e descansem...”  

 

Envio- Canto Mariano

 

 
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