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LITURGIA - Liturgia dominical


MISSA DO XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

 24.08.14

Tu és Messias,o Filho do Deus vivo

Leituras :

1ª leitura: Is 22,19-23 = Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi
Salmo Responsorial: Sl 137 = Ó Senhor, vossa bondade é para sempre CLIQUE AQUI
2ª leitura:
Rm 11,33-36 = Tudo é dele, por ele, e para ele
Evangelho: Mt 16,13-20 = Tu és Pedro, e eu te darei as chaves do Reino dos céus CLIQUE AQUI

Cor litúrgica:Verde

         Um bom ponto de partida é considerar o contexto social que cada vez mais desvaloriza o lado humano da vida. O contexto social da 1ª leitura, por exemplo, narra a falência de uma liderança que abandonou o projeto divino e seguiu interesses próprios. Isaías profetiza a substituição de líderes indiferentes com o bem do povo por líderes que respeitem o projeto de Deus (1ª leitura). Hoje, tantos formadores de opinião (líderes da atualidade) priorizam a realização da vida na riqueza e na fama e são incapazes de incentivar o serviço ao outro, deixando a obra divina inacabada (salmo responsorial).

         É sabido que o atual contexto social dificulta a dimensão vocacional da Igreja e a coloca cada vez mais contra a corrente. O estilo de serviço, proposto pelo Evangelho, não é considerado por promotores profissionais, que incentivam o sucesso pessoal do ponto de vista subjetivo e não o altruísmo que estende a mão para dignificar a vida do outro. Assim, o outro deixa de ser irmão e torna-se concorrente. Os olhares se voltam para si e não para os pobres e para os carentes da vida, como é próprio do olhar de Deus (salmo responsorial).

         Além disso, o trabalho comunitário não remunerado, como é o caso dos ministérios e serviços na comunidade, tem exigências comprometedoras, como por exemplo, conhecer o projeto divino e empenhar a vida por ele e para ele (2ª leitura). Não pode ser somente uma “ocupação cristã”, de fim de semana; exige que seja um estilo de viver. Uma segunda exigência, nos limites das leituras desse Domingo, tem a ver com a liderança cristã, caracterizada pelo serviço. E, neste caso, o vocacionado é chamado a manter-se fiel ao projeto divino “como uma estaca em lugar seguro” (1ª leitura). No Evangelho, Jesus fala de “pedra”; o sentido é o mesmo: manter-se fiel e firme no compromisso vocacional do ministério ao qual se sente chamado para completar a obra divina.

         Há ainda uma terceira exigência, que é fundamental, por ser a fonte de todas as vocações e ministérios na comunidade: o conhecimento de Jesus Cristo (Evangelho). Trata-se de um conhecimento pessoal e profundo (2ª leitura), que não se limita ao ouvir dizer do povo (Evangelho). É aquele conhecimento que nasce em quem convive ao lado de Jesus, vai conhecendo-o no cotidiano da vida, como é comum ao discípulo. O conhecimento pessoal de Jesus é a chave que abre o coração ao apelo da vocação ao ministério. Sem conhecer Jesus, o vocacionado não pode fazer a experiência de Pedro: confessar publicamente que Jesus é o Messias (Evangelho), aquele por quem vale a pena dedicar a vida para que a obra divina não fique inacabada (salmo responsorial). À medida que se conhece Jesus, vai clareando na pessoa qual serviço, a qual ministério é chamado na comunidade. Ministério pastoral é, portanto, uma resposta positiva de quem vive e convive com Jesus (Evangelho) para que a obra divina não fique inacabada.

 

 

Cantando a Liturgia

Essa celebração canta o compromisso ministerial para que a obra de Deus não fique inacabada, naquela comunidade onde é celebrada. A celebração canta o compromisso dos celebrantes em assumir a vocação de algum ministério eclesial para se colocar a serviço do projeto divino.

 

Entrada: abrir a celebração com uma canção vocacional, de disponibilidade para assumir o compromisso ministerial e de serviço na comunidade como cantam as canções vocacionais (3; 4 e 5). Outra possibilidade é cantar a alegria de estar a serviço do povo realizando o projeto divino na comunidade, como cantam as canções (1 e 2).

 Me chamaste para caminhar na vida contigo...
Senhor se tu me chamas....
Nossos corações em festa....

 

 Aclamação ao Evangelho:  aleluia e antífona: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela.

 

Ofertas: a melhor canção para acompanhar o rito das oferendas é aquela que canta o esforço do serviço comunitário. É um modo de cantar a oferta das atividades, das pastorais e dos serviços prestados na comunidade para que a obra divina não fique inacabada.  

  “Os grãos que formam a espiga”  
 “Quem disse que não somos nada”  )
 “A mesa santa que preparamos”  

 

Comunhão: dentro do contexto vocacional que permeia toda a celebração, a canção para acompanhar o rito da distribuição eucarística deverá ajudar os celebrantes a assumirem o compromisso de uma resposta positiva para que a obra divina não fique inacabada na comunidade.

 “Vem, eu mostrarei”  
“É bom estarmos juntos”
 Daí-lhes vós mesmo de comer...

 

Envio:Canto Mariano,

 


SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

17/08/14

O Senhor fez por mim maravilhas., Santo é o seu Nome

Leituras :

 1ª leitura: Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab = Uma mulher vestida de sol, com a lua aos pés
Salmo Responsorial: Sl 44 = À vossa direita se encontra a rainha –CLIQUE AQUI
2ª leitura: 1Cor 15,20-27 = Cristo é primícia da salvação
Evangelho: Lc 1,39-56 = O Todo-poderoso fez grandes coisas; Santo é seu nome
CLIQUE AQUI

 

Cor litúrgica:Branco

         João Paulo II, na Redemptoris Mater, diz que na missão evangelizadora, “a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria” (RM, 92) e, concluindo a reflexão do Magnificat, diz que Maria é “totalmente dependente de Deus e toda ela orientada para Ele, ao lado do seu Filho, é a ícone mais perfeita da liberdade e da libertação da humanidade e do cosmos. É para Maria que a Igreja, da qual ela é Mãe e modelo, deve olhar, a fim de compreender na sua integralidade o sentido da própria missão” (RM 37). O Papa apresenta, em Maria, duas fontes da Missão da Igreja: a experiência de Deus e a experiência do povo que precisa ser libertado.

         Maria viveu intensa e profundamente a experiência de Deus, acolhendo a vontade divina porque conhecia Deus na intimidade. Não foi uma experiência emocional-religiosa, mas existencial, como se depreende do Magnificat (Evangelho). O Magnificat mostra Maria como participante da missão divina, alguém que sabe o que canta porque participa da missão de Deus que se põe ao lado dos pequenos e dos pobres (Evangelho). Experiência capaz de compreender a missão divina de quem está do lado do povo, que vê, na mesma perspectiva divina, as necessidades do povo e se decide partir em missão, fazendo-se servidora de Isabel (Evangelho).

         A segunda fonte da missão é a experiência da vida do povo. Isabel é a imagem do povo necessitado, que mora distante de nossas cidades bem abastadas. Isabel é imagem de um povo engravidado de vida nova e necessitado do serviço fraterno para que essa nova vida nasça cheia de esperança e com saúde. Maria é o exemplo missionário de nossos dias, que impossibilitado por centenas de impedimentos, não leva o Evangelho de Jesus num livro, mas engravidado de Jesus, leva-o em sua própria existência (Evangelho). Ela é exemplo da missionária que chega e é recebida como bendita, porque traz a mensagem da vida em seu jeito de servir e de estar ao lado do povo (Evangelho).

         As duas experiências (de Deus e do povo) dão condições, esperança e fortalece o missionário a enfrentar mentalidades cada vez mais desalmadas, hostis e ameaçadoras da vida nascente, capazes de impedir tantas iniciativas que nascem da vontade divina (1ª leitura). Maria é exemplo do missionário que ajuda o povo a conhecer Jesus e o conduz para participar da vida plena que é oferecida pela ressurreição (2ª leitura), da qual sua Assunção torna-se profecia e esperança para quem caminha nas estradas do mundo rumo ao céu (Oração Eucarística V).

 

Cantando a Liturgia

É uma celebração que canta o louvor a Deus e lhe rende graças por tudo que realizou em Maria. A celebração canta também Maria como discípula e missionária do projeto divino e a convida para cantar com os celebrantes a realização do mesmo projeto na América Latina.

 

 

Entrada: acompanhar a procissão de entrada cantando o projeto divino na vida de Maria, louvando o Senhor porque fez grandes coisas e a tornou bem-aventura em todos os povos da terra. Esse último aspecto tem a ver com o contexto celebrativo proposto para esse Domingo.

 “Vem Maria vem., vem nos ajudar....
 
“É grande o Senhor é nosso Deus.....
 “De alegria vibrei no Senhor”  

 

 Aclamação ao Evangelho:  Aleluia e antífona do dia:Maria é elevada ao céu, alegram-se os coros dos anjos


Ofertas: acompanhar a procissão das oferendas cantando o compromisso missionário de Nossa Senhora, simbolizado pelo caminho que fez até Isabel, para oferecer seu serviço e cantar a alegria da libertação divina, no canto do Magnificat.

“Sobe a Jerusalém, Virgem oferente”  
Um coração para amar.....
Quando o trigo amadurece, e do sol recebe a cor”  

 

Comunhão: cantar a comunhão é cantar o caminho realizado de quem se faz discípulo de Jesus. Maria realizou esse caminho assumindo a missão divina como sua vida. Escolher, pois, uma canção que cante esse compromisso de Maria e favoreça idêntico compromisso nos celebrantes comungantes.

“Quando teu Pai revelou o segredo”
 “Povo de Deus, foi assim”  
“Maria, mãe dos caminhantes”

 

 

Envio:Canto Mariano,

 


MISSA DO XIX -DOMINGO DO TEMPO COMUM
10/08/14

Coragem, sou eu! , não tenhais medo

Leituras :

1ª leitura: 1Rs 19,9a.11-13a = Permanece sobre o monte na presença do Senhor
Salmo Responsorial: Sl 84 = Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade! CLIQUE AQUI
2ª leitura:
Rm 9,1-5 = Eu desejaria ser segregado em favor dos meus irmãos
Evangelho: Mt 14,22-33 = Manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água. CLIQUE AQUI

Cor litúrgica:verde

Sabemos que o medo é saudável, desde que seja “medo equilibrado”, digamos assim. O medo exagerado acovarda, mas viver sem medo é colocar a vida em risco. O “medo equilibrado” não acovarda e nem põe em risco a vida humana, e pode ser denominado como prudência. O medo, além disso, tem a capacidade de tirar a paz interior e, consequentemente, introduzir a insegurança na vida pessoal. A pessoa medrosa é uma pessoa insegura ao extremo. 

         Elias, perseguido por Jezabel (1Rs 19,1-3), fugiu para o deserto, porque a cidade onde profetizava tornara-se insegura para ele. Por causa do medo, buscou refúgio e segurança no deserto e numa gruta; ali seu medo foi abafado e ficou protegido de ventos e fogo ameaçadores (1ª leitura). O salmista demonstra-se atribulado interiormente, inseguro com aquilo que poderá acontecer onde vive. Seu grito de ajuda revela confiança que Deus falará de paz, que a verdade e o amor farão brotar a justiça e isto será manifestado pelos frutos da colheita, numa terra de paz (salmo responsorial).

         O medo provoca ansiedade e a ansiedade faz crescer o medo. Quando essa combinação vive no interior de alguém, então comportamentos estranhos começam a surgir na pessoa. Um ditado popular diz: “o medo faz ver coisas”, como aconteceu com os discípulos, ao confundir Jesus com um fantasma (Evangelho). O medroso cria fantasmas dentro de si e os projeta porque vive ou convive com uma segurança fragilizada e em permanente ameaça. Que segurança oferece uma canoa, no meio da noite, atravessando um lago em tempestade? (Evangelho). Ambientes inseguros, como uma tempestade no lago, favorecem o crescimento do medo e, em muitos casos, a agressividade pessoal torna-se defesa de medos interiores. Para todo tipo de medo, interiores ou exteriores, Jesus tem uma Palavra confortadora: “Coragem, sou eu. Não tenhais medo” (Evangelho).

         A segunda parte da reflexão considera a vida com Deus. Diz que Deus não se encontra na barulheira ou na gritaria de ventos destruidores, terremotos e tempestades, ou no fogo que atemoriza (1ª leitura e Evangelho). Deus se encontra na paz de quem é fiel (salmo responsorial), ou seja, em quem confia, com a segurança da fé, e professa Jesus como Filho de Deus: “verdadeiramente, tu és o Filho de Deus” (Evangelho).

         Considerando o diálogo de Jesus e Pedro, entende-se como a fé fortalece a coragem de abandonar as seguranças que elegemos como protetoras. Pedro abandona a barca, abandona sua segurança para ir ao encontro de Jesus. A fé comporta, igualmente, um risco; Pedro arriscou-se ao sair da barca para andar sobre a água (Evangelho). A fé é entregar a vida com plena confiança na Palavra de Jesus. Ao ouvir “vem”, Pedro deixa a segurança da barca, abandona o “medo do fantasma” e caminha até Jesus. Quando a Palavra de Jesus é trocada pela ameaça do mundo (o vento no rosto) ele afunda, e o medo vence. Quando segura na mão de Jesus, Pedro pode caminhar, apoiado em Jesus, sobre a tempestade até a barca (Evangelho). Ai sim, com Jesus na canoa, esta torna-se um lugar seguro.

 

Cantando a Liturgia

 

É preciso cantar a confiança em Deus, a confiança de quem caminha de mãos dadas com Jesus e, por isso, não temerá as ondas do mar da vida, como canta aquela canção. Cantar essa celebração é renovar a confiança em Deus e buscar nele o refúgio seguro para sua vida.

 

Entrada: diante de tempestades ameaçadoras, a assembléia proclama confiança total no Senhor e a esperança firme que a Palavra de Jesus é capaz de nos fazer caminhar sobre as águas de mares revoltados. Por isso, escolher canções que cantem a confiança em Deus ou que vão em busca da confiança divina. Também canções vocacionais neste mês das vocações,são  apropriadas a não ter medo dos apelos que vêm de Deus ou de pessoas que pedem socorro.

“Nossos corações em festa, se revestem de louvor...
“Deus é paz, Deus é amor, Deus é a esperança pra quem nele crê
“Senhor o Deus dos pobres do povo sofredor....

 

Aclamação ao Evangelho: Aleluia e antífona do dia., ou  “Vós todos que sofreis aflitos vinde a mim....

 

Ofertas: considerando que o sentido da procissão das ofertas se manifesta em caminhar com fé na companhia de Jesus, a canção para acompanhar esse rito deverá incentivar os celebrantes a viver a fé de modo confiante e sereno, apesar de alguns caminhos se mostrarem instáveis como as águas de um lago.

 “Os grãos que formam a espiga”  
“Nesta prece, Senhor”  
 “Minha vida tem sentido”  

Comunhão: cantar a comunhão com Jesus, na Eucaristia, é cantar a confiança que ele continua mantendo sua mão estendida para nos socorrer, sempre que nossos medos nos ameacem afundar. É importante escolher uma canção alegre que cante a confiança em Deus, principalmente quando tempestades baterem no barco da vida.

“Vem, eu mostrarei que o meu caminho te leva ao Pai...
“Tu és minha vida
“Todo aquele que comer do meu corpo que é doado....

Envio:  Canto Mariano, ou   “ Segura na mão de Deus....


MISSA DO XVIII -DOMINGO DO TEMPO COMUM
03.08.14


Daí-lhes vós mesmos de comer

Leituras :

1ª leitura: Is 55,1-3 = Apressai-vos, e comei!
Salmo Responsorial: Sl  144 = Vós abris vossa mão e saciais os vossos filhos. CLIQUE AQUI
2ª leitura: Rm 8,35.37-39 = Nada nos poderá separar do amor de Cristo.
Evangelho: Mt 14,13-21 = Todos comeram a ficaram satisfeitos. CLIQUE AQUI

 

 

Cor litúrgica:verde

 As leituras, iluminadas pelo Evangelho, mostram duas margens sociais: num dos lados, está a sociedade marcada pela política de Herodes, que governa o povo espalhando o medo e a morte, representada na degola de João de Batista (Evangelho). Do outro lado, está a vida do povo carente de tudo, buscando em Deus o socorro de suas necessidades. É um povo sofrido, desorientado, doente e faminto (Evangelho). A 1ª leitura amplia as características do povo marcado pela política autoritária e impiedosa de governos que não se preocupam com o bem do povo, mas voltada para seus interesses. É para esse povo, que não participa de lucros sociais, que Isaías profetiza a buscar a justiça divina; é um povo que vive à margem, com sede, com fome, sem dinheiro e sofrendo no corpo as ameaças da desesperança (1ª leitura).

         Do outro lado da margem existe uma promessa de vida, marcada pela bondade divina e manifestada pela dinâmica da misericórdia, que repete as mesmas etapas propostas em reflexões anteriores (cf. 11DTC; 14DTC-15DTC): o olhar, a compaixão e a ação (Evangelho). Jesus dirige seus olhos para as necessidades do povo e não para interesses políticos, compadece-se da vida desorientada e errante do povo, cura doentes e os alimenta (Evangelho). O olhar divino é de ternura e compaixão; olhar que atrai os olhares do povo e se faz perto de quem o invoca (salmo responsorial). É o olhar de Jesus que vê a multidão faminta, é sua compaixão que o leva a agir de modo concreto pela multiplicação dos pães (Evangelho).

         Merece atenção a reação de Jesus ao tomar conhecimento da morte de João Batista: parte para uma região deserta (Evangelho). Sai de cena João Batista e Jesus fica sozinho na missão profética do Reino. Por que Jesus foi em busca de um lugar deserto? Queria rezar em silêncio? Para conversar com seus discípulos e fazê-los entender que o povo exigirá ainda mais deles? Tudo demonstra que somente a última questão foi respondida: uma multidão, doente, faminta e cansada, foi ao encontro de Jesus pedindo socorro. Naquele dia, o ensinamento de Jesus com os discípulos reduziu-se a uma frase bem concreta: “dai-lhes vós mesmos de comer” (Evangelho). Nem sempre existe tempo para grandes planejamentos, principalmente quando o povo tem fome.

         Dar de comer ao povo faminto é um dos maiores desafios pastorais e evangelizadores de nossos dias. Não bastassem aqueles perigos enumerados por Paulo desafiando a disposição de ser discípulo de Jesus (2ª leitura) existem muitos outros. Mas um, particularmente, desencoraja assumir a dinâmica da misericórdia: é a indiferença para com o povo. A indiferença impede ter olhos de compaixão para olhar a realidade do povo e assumir alguma atitude prática a seu favor. A indiferença gera a incapacidade de promover iniciativas práticas em favor do povo, como fez Jesus (Evangelho); a indiferença prefere espiritualizar atitudes práticas de Jesus, até mesmo as mais concretas e básicas, como dar de comer a quem tem fome (Evangelho). Os indiferentes, aqueles que não têm um olhar capaz de acender, em seus corações, a dinâmica da misericordiosa, sempre sentirão dificuldade para compreender o milagre do pão.

 

 

 

Cantando a Liturgia

No atual contexto, a celebração canta a dinâmica da misericórdia divina agindo no meio do povo e vindo em socorro do povo necessitado. A celebração canta também a ação de graças, porque o olhar divino toca o coração e assume uma atitude prática, de multiplicar e partilhar o pão com quem tem fome.

 

Entrada: como aquela procissão que vai em busca de Jesus, na outra margem, e lá é alimentado, assim a Igreja se aproxima do Senhor para ser alimentada como Povo de Deus. Vai ao encontro do Senhor cantando a misericórdia divina, que se manifesta na multiplicação do pão e no Deus que alimenta a vida de cada ser humano faminto de tantas fomes. A canção (3) é vocacional e se atém ao contexto celebrativo, dados os diferentes apelos vocacionais que comporta.

 “Senhor, o Deus dos pobres do povo sofredor...
 “ Nossos corações em festa, se revestem de louvor.....
 “Se ouvires a voz do tempo”  

 

 Aclamação ao evangelho: aleluia e antífona: O homem não vive somente de pão, mas vive de toda palavra que sai da boca de Deus, e não só de pão amém aleluia aleluia

 

Ofertas: O rito  pede uma canção que lembre a fome no mundo e a necessidade no crescimento da solidariedade. Lembrar também as mãos estendidas para receber de Deus e da partilha fraterna, o pão que Jesus multiplica nas mesas dos celebrantes.

Deus prepara uma mesa farta rica em alimentos plena de beleza!!
Daqui do meu lugar, eu olho teu altar...

Sabes Senhor, o que tenho é tão pouco pra dar.....

 

Comunhão: o tema do pão acompanha a preparação e o convite para que os celebrantes se aproximem da Mesa Eucarística. O mesmo tema poderá continuar presente na canção escolhida para acompanhar o Rito da distribuição eucarística. Escolher, de preferência, canções que cantem a partilha e o serviço à mesa. Canto de agradecimento

-Daí-lhes vós mesmos de comer a quem tem fome,
-Tanta gente vai andando a procura de uma luz, caminhando na esperança se aproxima de Jesus
-O pão que não se reparte não mata a fome deixa de ser pão

 

 

Envio: Canto mariano,

 ou vocacional., Senhor, eu quero te agradecer


MISSA DO XVII -DOMINGO DO TEMPO COMUM
27.07.14


O reino dos céus é como um tesouro escondido no campo

Leituras :

1ª leitura: 1Rs 3,5.7-12 = Pediste-me sabedoria
Salmo Responsorial: Sl  118 = Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa Palavra! CLIQUE AQUI
2ª leitura: Rm 8,28-30 = Predestinados para sermos conforme seu Filho
Evangelho: Mt 13,44-52 = Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo CLIQUE AQUI

 

Cor litúrgica:verde

         A reflexão inicia-se pela conclusão do Evangelho: “compreendestes tudo isso?”, pergunta Jesus. O “tudo isso” tem a ver com os ensinamentos de Jesus em forma de parábola, iniciado há três Domingos: a parábola do semeador (15DTC), da boa semente e do joio (16DTC) e as parábolas dessa celebração. Os discípulos disseram que “sim!” e Jesus propõe o confronto existencial capaz de tirar do tesouro coisas velhas e novas (Evangelho). Qual tesouro?

         Podemos dar muitos significados ao tesouro, mas o mais importante, no contexto das parábolas do Reino, diz respeito à vida. O grande tesouro é a vida de cada um. Na primeira parábola, Jesus cita que o tesouro está no campo (Evangelho); no campo da vida, no campo onde realizamos todas as atividades existenciais: nossos relacionamentos, nossas buscas, nossas paixões e nossos sonhos, nossas decepções e alegrias, fracassos e conquistas. No meio desse campo existe um tesouro que vale a pena vender tudo para obtê-lo (Evangelho).

         Algumas pessoas encontram o tesouro da vida por acaso. Nas idas e vindas da vida, num momento de dor ou de alegria extremas, lá está o tesouro (Evangelho): a vida começa a ser vivida de outro modo, a vida ganha nova iluminação, pela qual vale a pena vender, desprender-se de tudo aquilo que adquirimos com nossa experiência de vida, porque o tesouro supera em valor a tudo. Existem pessoas que vivem buscando a pérola preciosa (Evangelho), buscando a preciosidade da vida. Buscam sentido para viver, buscam um horizonte para a vida, buscam alegria para viver, buscam, enfim, a vida de modo pleno; buscam a grande pérola.

         Na verdade, todos somos buscadores de um sentido para viver. É aqui que entendemos a conclusão das parábolas de Jesus: “então (...) quem se torna discípulo do Reino dos céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Evangelho). Sãos as coisas da vida, as quais Jesus fez referência nas parábolas que foram propostas à nossa reflexão. A experiência que cada um tem da vida é o seu tesouro. É com base na experiência pessoal da vida, que cada um é capaz de entender o que é novo e o que é velho; — velho: aquilo que deixou de ser importante; deixou de ser um tesouro (perdeu o valor) para sua vida pessoal —. Diz um autor: “se as parábolas do Reino de Deus não nos dizem nada, não se deve à falta de estudo, mas falta de experiência de vida ou falta de confronto com sua própria vida”. Ou seja, quem vive na superficialidade não tem um tesouro (um know-how, dizemos hoje) para confrontar-se com a proposta do Evangelho.

         Para quem dá os primeiros passos na busca de sentido para vida, jovens e menos jovens, a Liturgia propõe o exemplo de Salomão que intercede o dom do discernimento, “capaz de discernir entre o bem e o mal” (1ª leitura) e a confissão sincera do salmista: “detesto o caminho da mentira” (salmo responsorial). É no caminho da verdade, discernindo entre o bem e o mal, ouvindo a semente silenciosa da Palavra de Deus crescendo no coração (15DTC) e evitando cultivar o joio (16DTC) que nos conformamos cada vez mais a Jesus Cristo (2ª leitura), fonte da vida plena (Jo 7,38).

 

Cantando a Liturgia

Nesse Domingo, a celebração canta a presença do Reino de Deus entre nós como um tesouro a ser descoberto. Canta a alegria de quem já descobriu o tesouro e sabe discernir entre a boa semente que deu frutos e o joio que se rejeita. É uma celebração que canta a alegria de quem encontrou o sentido da vida porque deixou o Reino de Deus nascer dentro de si.

 

Entrada: é uma procissão de quem busca o sentido da vida em Deus. Procissão de um povo que sabe reconhecer que o tesouro da vida encontra-se em Deus, por isso escolher uma canção que fale da busca do Reino de Deus, como canta a canção (1).

  “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua palavra
“Alegres vamos à casa do Pai, e na alegria cantar seu louvor...
“Celebremos com   alegria nosso encontro

Aclamação ao Evangelho:  Aleluia e antífona do dia

 

 

Ofertas: o rito das oferendas canta a alegria de quem dedicou a vida procurando o tesouro e o encontrou. O oferente é alguém que se aproxima de Deus para colocar sobre o altar do Senhor, nos dons do pão e do vinho, o tesouro vivo da vida, como dom oferecido a Deus e como oferta para ser partilhada entre os irmãos.

 Minha vida tem sentido, toda vez que eu venho aqui
 “Sabes, Senhor”
“As sementes que me destes e que não eram pra guardar..

 

Comunhão: a melhor canção para acompanhar os celebrantes até a Mesa Eucarística é aquela que canta os valores do Reino de Deus. Uma canção que favoreça a reflexão sobre o que é novo e o que é velho em suas vidas, o que é tesouro e o que não já não em mais serventia. A canção (1) tem nossa preferência.

– “O meu Reino tem muito a dizer”  
- “Na mesa sagrada” 

“O nosso Deus com amor sem medida,....

 

Envio:  Canto Mariano


 

 
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